Curitiba

Justiça Federal nega pedido de habeas corpus de Nuzman

Os advogados pretendiam revogar determinações da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro

Carlos Arthur Nuzman é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para eleição da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)

O desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), negou ontem (11) pedido de habeas corpus do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman, preso na Operação Unfair Play.

Os advogados pretendiam revogar determinações da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A primeira instância decretou a prisão temporária – depois convertida em preventiva – e ordenou busca e apreensão na casa do acusado, determinando o bloqueio e indisponibilidade de bens e a apreensão do seu passaporte. As medidas de investigação foram realizadas em atendimento a acordo de cooperação jurídica internacional com o governo francês.

Nuzman é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para eleição da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Na acusação, o réu também está envolvido no esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral. O mérito dos pedidos de habeas corpus ainda será julgado pela Primeira Turma Especializada do TRF2.

A defesa do ex-dirigente do COB sustenta que ele nunca exerceu qualquer cargo público e que a denúncia não aponta atos de corrupção específicos nem ligações com agentes públicos supostamente beneficiados com o pagamento de propina. A defesa alegou ainda abusividade na condução do procedimento de busca e apreensão, que foi acompanhada por autoridades francesas e por vários órgãos de imprensa.

Na decisão, o desembargador federal Abel Gomes considerou que as decisões da primeira instância estão devidamente fundamentadas e que elas apontam o envolvimento de Nuzman na assinatura de contratos com empresas já relacionadas com o esquema criminoso envolvendo Sérgio Cabral. O magistrado destacou não haver “a cabal ilegalidade das decisões impetradas”, para justificar a concessão das liminares pedidas pela defesa. E acrescentou: “o fato de as autoridades francesas eventualmente acompanharem a diligência de busca e apreensão, o qual também não está confirmado, não é causa de nulidade ou, por si só, gerador de prejuízo evidente ao paciente”, concluiu o magistrado.

Outro acusado

O desembargador Abel Gomes negou também pedido de liminar de Leonardo Gryner, também dirigente do COB. Ele foi preso por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, junto com Nuzman.

A defesa sustentou que não haveria mais motivo para mantê-lo sob custódia, porque as medidas de urgência que fundamentaram a ordem de prisão já foram cumpridas.

Em sua decisão, Abel Gomes ponderou que “há indicativos de crimes transnacionais e praticados por organização criminosa cuja finalidade seria a prática de crimes contra a administração pública que lhe rendessem lucro ilícito, sendo o ponto central dela os contratos celebrados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro na administração de Sergio Cabral”.

O mérito do pedido de habeas corpus de Gryner também deverá ser julgado pela Primeira Turma Especializada do TRF2.

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Homens são assassinados a tiros em madrugada violenta na capital

Os casos, que não têm relação, aconteceram em um intervalo de aproximadamente uma hora

Luis Cesar Ribeiro de Melo, 28 anos, foi morto a tiros, no bairro Parolin (Foto: Reprodução RICTV)

*Com informações do repórter Marcelo Borges, da RICTV Curitiba

A madrugada desta quinta-feira (12) foi marcada pela violência, em Curitiba. Dois jovens foram mortos a tiros em pontos diferentes da cidade. Os casos não têm relação.

O primeiro deles aconteceu na rua Lamenha Lins, no bairro Parolin. Luis Cesar Ribeiro de Melo, 28 anos, estava de bicicleta, quando foi surpreendido e baleado diversas vezes. Segundo informações dos familiares, ele era viciado em drogas e já tinha sido preso. A polícia ainda não tem nenhuma pista sobre o autor dos disparos.

Cerca de uma hora depois, outro homicídio foi registrado na capital paranaense. Um rapaz de aproximadamente 20 anos foi executado no bairro Santa Quitéria. Os moradores ouviram os tiros e avisaram a polícia.

Quando os socorristas chegaram, a vítima já estava morta. O jovem, que não foi identificado, estava com um tênis em uma das mãos. De acordo com a polícia, no local, surgiram informações que apontam que o atirador fez justiça com as próprias mãos, após o suposto furto de um tênis. A Divisão de Homicídios investiga o crime.  

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