Curitiba

Exclusivo: esposa que matou marido PM diz que foi estuprada por ele

A mulher, que ficou presa no Complexo Médico Penal, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), conversou com exclusividade com a reportagem da RICTV

Francielle falou pela primeira vez. Foto: Reprodução/RICTV.

*Com informações da repórter Tais Santana, RICTV Curitiba

Francielle Carolina Moscaleski, a esposa que assumiu ter matado o marido, Cássio Ormond Araújo, tenente da Polícia Militar (PM), conversou com exclusividade com a equipe da RICTV Curitiba nesta quinta-feira (11). A jovem, que saiu da prisão na tarde desta quinta-feira (10), disse o motivo de ter cometido o crime.

O pedido de liberdade foi concedido pela Justiça, depois que a juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, revogou a prisão preventiva. No pedido, a defesa alegou que a jovem agiu em legítima defesa, pois no dia do crime teria sido estuprada pelo marido. Ela teria conseguido se soltar do marido e atirou contra ele. Até então, Francielle não falava qual tinha sido o motivo do crime.

Na entrevista, Francielle disse que foi estuprada pelo tenente da PM e deu outros detalhes sobre a relação dos dois. Segundo a mulher, ela era obrigada a manter relações sexuais com outros homens na frente do policial, para que ele sentisse prazer.

Veja a reportagem:

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Rapaz é preso suspeito de atirar e matar motorista de ônibus em arrastão

O crime aconteceu na noite do dia 22 de julho deste ano, por volta das 20h30

O rapaz preso nega o crime, mas a polícia afirma ter provas suficientes. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A Polícia Civil do Alto Maracanã prendeu na manhã desta sexta-feira (11), um rapaz de 18 anos, suspeito de participar de um latrocínio que vitimou o motorista de ônibus Edmilton José de Melo, 45 anos, morto com um tiro no peito. O rapaz foi detido em casa, na Vila Zumbi dos Palmares, no município de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O jovem não esboçou reação durante sua prisão e, inicialmente, nega o crime. Ele foi preso através de um mandado de prisão temporária – válida por 30 dias – expedido pela Justiça. Conforme as investigações, o suspeito foi o responsável pelo disparo que vitimou o motorista.

O crime aconteceu na noite do dia 22 de julho deste ano, por volta das 20h30, na Linha Maria Eugência/ Jardim Paulista. O motorista seguia o trajeto habitual de Curitiba até Campina Grande do Sul, na BR – 116, já na região da Vila Zumbi dos Palmares, quando três homens e uma mulher invadiram o coletivo depois de pedirem para que o motorista parasse.

O casal entrou primeiro e logo depois outros dois jovens invadiram o ônibus dando voz de assalto. Neste momento, os suspeitos pediram para que o motorista continuasse o percurso. O rapaz e a mulher ficaram na frente rendendo o cobrador, enquanto os dois jovens foram para perto da catraca.

O disparo contra a vítima aconteceu depois que um dos suspeitos pulou a catraca para pegar os pertences dos passageiros. Uma das vítimas reagiu quando um dos bandidos pegou sua bolsa. “O motorista foi atingido pelo suspeito no peito quando tentou ajudar a vítima”, conta o delegado-titular da Delegacia do Alto Maracanã, Reinaldo Zequinão.

Os bandidos fugiram, mas com as investigações, a equipe chegou até o suspeito após uma série de diligências externas, além de interrogatórios. Com base em provas concretas, a prisão temporária foi solicitado à Justiça que expediu o mandado.

O suspeito vai responder pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) e permanece preso à disposição Justiça. As investigações seguem para identificar e prender os demais envolvidos no crime. Veja a reportagem completa:

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Mulher leva arma para “se proteger” durante o parto e causa polêmica

Dona de casa, de 28 anos, ficou 21 dias presa, mas foi absolvida pela Justiça. Saiba como denunciar violência obstétrica

Paula foi absolvida após levar arma para a sala de parto, com medo da violência obstétrica. (Foto: Reprodução)

*do R7

A violência obstétrica machuca e traumatiza a mulher. Um caso recente chamou bastante atenção porque a grávida levou uma arma para a sala de parto, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A dona de casa Paula de Oliveira Pereira, de 28 anos, afirmou ter tomado a decisão com medo de sofrer esse tipo de violência como já havia sofrido nos partos dos outros três filhos, todos realizados em hospitais públicos.

Em entrevista à Record TV, Paula revelou que o maior trauma aconteceu no parto de seu terceiro filho, hoje com dois anos.

— As enfermeiras empurravam muito a minha barriga para baixo. Empurravam, empurravam, mas ele não descia porque era muito grande, e a minha barriga ficou toda roxa.

O nome desse procedimento realizado em Paula é conhecido como Manobra de Kristeller, que é uma técnica utilizada em parto normal. A pressão é feita na barriga da mãe para facilitar a saída do bebê. Porém, o movimento brusco é arriscado.

A dona de casa ainda afirmou não ter tido direito a acompanhante em nenhum dos partos, sendo que o direito é garantido por lei. Ela também contou que chegou a cair da maca.

— Eu estava na maca e nem vi como caí. A enfermeira falou para outra: “ah, não foi nada grave, não. Foi só a Paula que caiu”.

Traumatizada, Paula teve a ideia de comprar a arma de um criminoso para que evitar que sofresse novamente violência obstétrica novamente. A dona de casa acabou presa após ser denunciada pela própria mãe.

— Ela, sem saber o que fazer, chamou a assistente social. Chamaram a polícia e me autuaram por porte ilegal de arma.

Três dias depois, ainda com os pontos da cesárea, Paula foi levada para a prisão, onde passou 21 dias presa. A Justiça a absolveu e ela foi liberada.

 

Pesquisa realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo mostra que uma em cada quatro brasileiras diz já ter sofrido algum tipo de violência durante o parto. A Cartilha de Violência Obstétrica produzida pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo explica que é violenta a “realização de procedimentos invasivos e dolorosos sem consentimento ou sem anestesia”. Além disso, o documento informa que, em “caso de aborto incompleto ou retido, o profissional de saúde deverá utilizar métodos humanizados para atendimento, garantindo o alívio da dor por anestesia”.

Segundo a Lei 11.108/2005, toda mulher tem direito a um acompanhante indicado por ela. Em entrevista recente ao portal R7, a defensora pública e coordenadora do Nudem (Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher), órgão da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Ana Rita Souza Prata, explica que negar acompanhamento é considerado ilícito.

— É ilícito no âmbito civil por causar danos à mulher. No âmbito administrativo, é de responsabilidade do profissional e do hospital. Criminalmente, é um constrangimento.

Apesar de ser um conceito muito complexo e amplo, violência obstétrica se define como procedimentos cometidos contra a mulher grávida durante as consultas durante a gestação, no parto e após o nascimento. A violência pode ser moral, física, psicológica e sexual e pode ocorrer de forma explícita ou velada, conforme explica Carlos Politano, coordenador da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo).

— A palavra chave durante a gestação é desejo. As vontades da grávida têm que ser respeitadas e ela tem que ser consultada a cada etapa e decisão médica. Condutas inadequadas, imposições, procedimentos dolorosos e demais atos estão enquadrados na violência obstétrica.

Negar o direito a um acompanhante no momento do parto; agendar uma cesárea sem a devida recomendação e sem consentimento da mulher; utilizar-se da manobra de Kristeller (fazer pressão sobre a barriga da gestante para empurrar o bebê); fazer comentários constrangedores; ofender a mulher; realizar a episiotomia (corte cirúrgico feito no períneo para facilitar a passagem do bebê durante o parto normal) sem que haja indicação clínica; e proibir a mulher de se levantar e se locomover durante o trabalho de parto são alguns exemplos práticos desse tipo de ato e indicativos de que há abuso por parte da equipe médica.

De acordo com o coordenador da Sogesp, as ações violentas podem trazer danos físicos, mas também psicológicos e morais. Agora, Paula se prepara para criar mais um filho. Ela está grávida de quatro meses.

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