Curitiba

Paraná Clube: 28 anos de história tricolor

Comemoração foi marcada pelo lançamento do livro 'A década de Ouro', escrito pelo jornalista e radialista esportivo Josias Lacour

O jornalista e radialista Josias Lacour recebeu amigos e torcedores (Foto: Roberto Lourenço)

Quando uma pessoa completa 28 anos ela não é considerada velha, tão pouco nova demais. Podemos dizer que, com essa idade, as pessoas estão mais maduras, conscientes e prontas para alçar maioresvôos. Tal teoria pode ser constatada com exemplos práticos:aos 28 anos Ayrton Senna conquistou seu primeiro título Mundial de Fórmula 1 em 1988. Já Romário foi campeão mundial com a seleçãobrasileira. Todavia, não estamos aqui para falar do que Senna e Romário fizeram, hoje,queremosfalar de um clube que foi fundado no dia 19 de dezembro de 1989, o “Paraná Clube”, que, no dia 19, completouseus28 anos de vida.

Nas suas quase três décadas de vida, o tricolor da Vila passou por bons e maus momentos. O Clube, que é sete vezes, Campeão Paranaense (1991,93,94,95,96,97/2006), sendo cinco consecutivas, duas vezes campeão brasileiro da série B, em 1992 e 2000, já passou também por maus bocados.

Depois de disputar a libertadoresem 2007, ano esse que também ficou marcado pelo rebaixamento para a série B do Campeonato Brasileiro, o tricolor definitivamente teve uma década de muitas dificuldades. Com problemas de ordem financeira, más administrações e a desconfiança do seu torcedor, o clube que era um dos mais ricos do país, quase foi à falência.Muitos chegaram a dizer que o Paraná fecharia as portas, entretanto como uma fênix o tricolor da vila ressurgiu das cinzas, conquistando no ano do seu vigésimo oitavo aniversário, o tão sonhado acesso para a série A do Campeonato Brasileiro para a temporada 2018. Liderado pelo presidente Leonardo Oliveira, e pelo empresário Carlos Wernner, o Paraná Clube, o tricolor da Vila, parece chegar aos 28 anos em meio a um grande processo de maturação, pronto para alçar vôos mais altos e retomar os seus dias de glória.

A Década de Ouro

Na noite terça-feira (19), dia do aniversário de 28 anos do Paraná Clube, o torcedor do tricolor teve mais um bom motivo para comemorar e aproveitar a boa fase.

Dezenas de torcedores paranistas compareceram a um bar na cidade de Curitiba para prestigiar o lançamento do livro “A década de Ouro”, que foi escrito pelo jornalista e radialista esportivoJosias Lacour.

O livro, que fala sobre as grandes conquistas do Paraná na década de 90, traz uma visão diferente do tema abordado, já que os triunfos paranistas são relatados com base na visão do autor que acompanhou de pertotodo esse período vitorioso da equipe paranaense, como ele mesmo fala: Eu fiquei muito feliz em poder testemunhar esse período todo, como repórter, depois como narrador, eu acompanhei todos os jogos viajei com o time, então, eu estou dando um testemunho, minha narração, é um depoimento do que aconteceu nesse período, e agora trazendo também a época atual, com esta épica volta a série A do campeonato brasileiro”.

Além de Josias Lacour, outras figuras marcantes da história tricolor compareceram ao lançamento do livro: jornalistas, ídolos da torcida como Zé Luiz, Marcão e Edinelson, estavam no local autografando os livros para o torcedor que compareceu ao evento, além de Leandro Vilela, jogador do elenco atual que tem grande identificação com o clube e esteve no local prestigiandoo evento.

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Ex-centroavante do Coritiba 'quebra' mercado do Fifa 2018

Cristiano, artilheiro do Kashiwa Reysol, virou uma das sensações do game

Ele existe: Cristiano faz sucesso também na vida real (Divulgação/Kashiwa Reysol)

Se você ainda não ouviu falar de Cristiano, atacante, de 1,83 metros, goleador, provavelmente você não é um jogador de Fifa. O motivo: de um dia para o outro, ele se tornou um dos atletas mais conhecidos e mais caros do game em sua posição.

Intrigado com essa situação, o R7 procurou o jogador do Kashiwa Reysol do Japão para comentar sobre a atual fase na carreira e a popularidade no mundo dos games.

Nascido em Campo Mourão, no Paraná, o primeiro clube profissional do jogador foi o Coritiba. Hoje com 30 anos, acumula passagens por Adap/Galo, Marcilio Dias, Rio Claro, Chapecoense, Metropolitano e Juventude, no Brasil.

Em 2012 começou a aventura internacional no Red Bull Salzburg, da Áustria, e depois passou pelos japoneses Tochigi e Ventforet Kofu, até chegar ao Kashiwa Reysol — o jogador já soma 16 gols e 11 assistências e vive um “momento feliz e importante” na carreira, conforme relata. 

Entenda o sucesso dele no Fifa 18

A dúvida surgiu em um dos vários grupos de discussão sobre o FUT (Fifa Ultimate Team), que é o modo de jogo em que o gamer pode comprar e vender jogadores para a montar o seu próprio time. Um internauta levantou a seguinte questão: “Alguém me explica? Como esse cara está com um preço de 100k (100 mil coins)?”. Prontamente veio a chuva de comentários. “Eu joguei com ele! Top! Melhor que Mbappé, Gabriel Jesus e Ibrahimovic!”

Com a popularidade na plataforma virtual, o jogador começou a ser “estudado” pelos gamers mais conhecidos. O canal Brut4lG4mesBR fez uma análise sobre o jogador e o chamou de “tanque”.  “O cara tem 90 de aceleração. Gostei bastante de jogar com o Cristiano”, elogiou o canal, além de exaltar a força física do jogador prata mais caro do game.

Para saber da opinião do próprio jogador, o R7 entrou em contato com o “tanque” e ele comentou sobre essa repercussão que envolveu seu nome em escala mundial. 

Confira a seguir os melhores trechos da entrevista:

R7: Em algum momento você imaginou que chegaria a valer mais que grandes estrelas da sua posição no jogo?

Cristiano: Imaginava nada, foi uma surpresa. Foi o torcedor do Kashiwa que me mandou. Foi uma surpresa legal. Sinal de que meu trabalho aqui está sendo bem feito, porque o joguinho atualiza sempre e tem as nossas características. Alguns amigos meus reclamaram de algumas coisas, falaram que o chute está um pouco fraco, que meu chute é mais forte (risos). Mas estou feliz, é uma situação nova e legal.

Quanto às suas habilidades atuais no game, o que você acha? Concorda com tudo? Mudaria algo?

Concordo, sim. É ruim ficar falando de nós mesmos, mas está bom. Os números que colocaram são bem parecidos com a forma que eu jogo. Eu não gosto de ficar me analisando, mas está legal. Não mudaria nada.

Você pensa em voltar para o Brasil? Quais são seus sonhos e aspirações para o futuro no futebol?

Estou bem feliz aqui no Japão. Já são cinco anos aqui e tenho contrato até a metade de 2019 com o Kashiwa Reysol. Já estamos negociando a renovação. Pessoal gosta muito de mim pelo que fiz nesses anos. Fiz bastante gols, sempre tenho jogado. Sou muito feliz aqui. Minha esposa e meu filho gostam muito do país e não penso muito em voltar para o Brasil, não. Em 2016, recebi uma proposta oficial de um clube de ponta do Brasil, mas eu resolvi ficar por gostar do país e tudo o que eu construí aqui. Aqui já tenho minha carreira consolidada, pessoal me respeita muito e minha família é muito feliz aqui, isso pesa. Meu empresário sempre passa que tem alguma sondagem de clubes brasileiros, fico muito feliz.

Como foi seu processo de adaptação ao futebol japonês?

Eu vim do maior clube da Áustria para um clube de Segunda Divisão aqui. No primeiro ano fui bem, fiz bastante gols, dei bastante assistências. Depois fui para um time pequeno da primeira, fui bem também, e aí cheguei ao Kashiwa, um clube grande com muita estrutura, que briga por títulos. E aqui também tenho feito muitos gols. A torcida gosta muito de mim, pessoal do clube me respeita muito, então isso pesa. Construí minha carreira aqui, saí de baixo e sou muito orgulhoso por tudo que tenho conquistado aqui.

Se você tivesse que montar um time para jogar o Fifa qual seria?

Escalaria: Neuer; Daniel Alves, Miranda, Sergio Ramos e Marcelo; Kroos, Iniesta, Coutinho; Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo. Eu me deixaria no banco para entrar no segundo tempo e ajudar. Eu, Thiago Silva, Cavani ficaríamos no banco.

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Grêmio tenta trazer Mundial para o Brasil depois de cinco anos

Gaúchos lutam contra supremacia dos espanhóis, como o Real Madrid

Grêmio vem embalado pelos jogos na Libertadores, que este ano aconteceu em data mais próximas do Mundial de Clubes (Foto Lucas Uebel, Grêmio FBPA)

*Do R7

Às 15h (horário de Brasília), em Abu Dhabi, o Grêmio não terá apenas o poderoso Real Madrid-ESP à frente. Em busca de seu segundo título mundial, a equipe gaúcha terá que desmontar também a supremacia europeia na competição.

Desde que começou a ser disputada com essa fórmula, em 2000, apenas brasileiros venceram os europeus. Mesmo assim, a diferença é pesada: foram quatro títulos do país contra nove dos Europeus (entre 2001 e 2004, apenas a partida do Mundial Interclubes foi disputada).

Os espanhóis são os que mais dominam a disputa, com cinco títulos (três do Barcelona e dois do Real). Se o Grêmio vencer, o Brasil empata em número de taças.

A favor dos gaúchos, um time esquentado pela mudança no calendário da Libertadores, disputada apenas em novembro – nos anos anteriores, a final era disputada entre julho e agosto, com os times esfriando no segundo semestre até a chegada da data do Mundial.

O Real, ainda que não deva ser subestimado, não vive seus melhores dias. Classificou-se para as oitavas de final da Liga dos Campeões em segundo no grupo, vencido pelo Tottenham-ING. No Espanhol, é o quarto colocado, atrás de Barcelona, Valência e Atlético de Madri. Cristiano Ronaldo tem apenas quatro gols em 15 partidas – um número incomum para um fenômeno.

Ao Grêmio, se falta um ataque mais efetivo, é na defesa bem armada e na criação que estão as apostas. Lucas Barrios não é o artilheiro dos sonhos, e Jael, menos ainda.

O tricolor projeta em suas quase crias Luan e Éverton o título. Luan rodou pelo interior de São Paulo, em clubes do norte do Estado, como América de Rio Preto, Tanabi e  Catanduvense antes de chegar a Porto Alegre, em 2014, já com 21 anos. Éverton, autor do gol que garantiu aos gremistas a vaga na final, contra o Pachuca-MEX, veio do Fortaleza quando ainda tinha 15 anos, mas profissionalizou-se no Grêmio. A reserva neste sábado é apenas um detalhe.

Ao contrário de sonhos brasileiros anteriores, o Grêmio sabe que é possível vencer o Real. Ao contrário do rival de hoje, os gaúchos tiveram um ano de ouro, com a conquista da América, um lugar entre os quatro melhores do Brasileirão mesmo jogando a maior parte do torneio com time reserva e semifinalista da Copa do Brasil. Não bastasse tudo isso, viu o principal rival, o Internacional, na série B e subindo sem nem mesmo conquistar o título da segunda divisão.

A cereja do bolo, acreditam, virá neste sábado, nos Emirados Árabes. A conferir.

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