Curitiba

Litoral possui 12 pontos impróprios para banho; veja os locais

Em relação a semana passada, houve mudança em Morretes, no rio Nhudiquara, Largo Lamenha Lins

Ao todo, são monitorados semanalmente 49 pontos na região (Foto: Divulgação/IAP)

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) divulgou o quarto boletim de balneabilidade desta temporada. Os são atualizados semanalmente e apontam que se manteve estável a qualidade das águas no litoral e no interior. Ao todo, 12 pontos seguem impróprios para banho nas praias paranaenses.

Litoral

Ao todo, são monitorados semanalmente 49 pontos na região, são 13 pontos em Guaratuba, 14 em Matinhos, 11 em Pontal do Paraná, cinco na Ilha do Mel, três em Morretes e dois em Antonina. Estão impróprios os seguintes locais:

Bal. Olho D’Água - Foz

Bal. Flamingo - rio matinhos

Caiobá (Praia Brava) - Foz

Guaratuba - Rio Brejatuba

Bal. Brejatuba - Gal. Mar. Deodoro - Foz

Bal. Brejatuba - Canal Clevelânida - Foz

Bal. Brejatuba - Canal Do Camping - Foz

Bal. Nereide - Rio Das Pedras - Foz

Bal. Nereide - Rio Do Tenente - Foz

Barra Do Saí - Rio Saí-guaçu - Foz

Antonia - Ponta da Pita  

Morretes - rio Nhudiquara - Largo Lamenha Lins

Interior

O monitoramento feito na Costa Norte e Oeste do Estado mostra que todos os pontos estão próprios para banho.

A avaliação acontece em 17 pontos nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon e em Primeiro de Maio.

Sinalização

O veranista pode se orientar de acordo com as bandeiras na orla das praias, nos rios e nos reservatórios, que indicam se os locais estão próprios ou impróprios para banho. A sinalização aponta a condição da água a 100 metros a direita e a esquerda de cada bandeira.

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Chuva provoca sustos e deixa cenário de destruição em Florianópolis

Na Rua da Represa, no Morro do Quilombo, um homem, de 31 anos foi arrastado pela força da água e continua desaparecido; pontes foram destruídas e estacionamento ficou submerso

Situação no bairro Saco Grande, em Florianópolis (Foto: Marco Santiago/ ND)

Situação no bairro Saco Grande, em Florianópolis (Foto: Marco Santiago/ ND)

Situação no bairro Saco Grande, em Florianópolis (Foto: Marco Santiago/ ND)
Ponte na estrada Intendente Antônio Damasco, em Ratones (Foto: Marco Santiago/ND)
Servidão Hercílio Augusto da Cunha, no bairro Ratones (Foto: Marco Santiago/ ND)
Água invadiu casa no bairro Ratones (Foto: Marco Santiago/ ND)
Obra emergencial na SC-401 no bairro Saco Grande (Foto: Marco Santiago/ ND)
Estacionamento de centro empresarial às margens da SC-401 ficou alagado (Foto: Marco Santiago/ ND)

*Michael Gonçalves, ND Online

A chuva que castiga Florianópolis desde a terça-feira (9) deixou um rastro de destruição em toda a Ilha de Santa Catarina. Os bairros Rio Tavares - no Sul da Ilha, e Ratones - no Norte da Ilha, além da comunidade do Morro do Quilombo – no Itacorubi, foram algumas das localidades mais atingidas por deslizamentos de terra e alagamentos registrados na quinta-feira (11). Um homem, de 31 anos, foi arrastado pela força da água na esquina da Rua da Represa e da Servidão da Jaca, no Quilombo, e continua desaparecido até esta sexta-feira (12).

A família pediu para que o nome da vítima não fosse divulgado ainda, porque o homem residia com a sua avó e ela não foi comunicada do desaparecimento. “Ele estava com o cotovelo machucado e protegido apenas com uma faixa. Disseram para a gente que ele tentou atravessar a servidão, que havia virado uma cachoeira e foi arrastado”, comentou a tia da vítima, que também não quer ser identificada.

O Corpo de Bombeiros fez buscas durante todo o dia e encontrou apenas o tênis do homem. A rua da Represa, por onde passa o transporte público, ficou completamente destruída. Apenas as picapes conseguem acessar o ponto mais alto da comunidade em segurança.

A autônoma Tatiana Muller, 36, que reside na comunidade há 17 anos, não consegue sair de casa com o seu veículo. “Além do rapaz, dois carros foram arrastados pela força da água. Chegamos a ficar sem energia elétrica durante boa parte do dia. A nossa preocupação é saber quanto tempo irão levar para recuperar as nossas ruas. No vendaval de dezembro de 2016, a empresa contratada pela prefeitura demorou 55 dias, porque disse que a comunidade do Quilombo não era prioridade”, reclamou.

O prefeito Gean Loureiro visitou a comunidade acompanhado de agentes da Defesa Civil. “Estamos monitorando a previsão do tempo, porque deve chover até amanhã (sexta), observando os estragos e preparando um plano de recuperação para locais como esse”, prometeu o prefeito.

Segundo o agente da Defesa Civil de Florianópolis, Alexandre Vieira, a comunidade do Morro do Quilombo é uma das localidades que estão sendo monitoradas. 

Pedra rola sobre residência no Saco Grande

A aposentada Tomazia Juraci Adriano, 88, acordou na madrugada de quinta-feira com um forte estrondo em sua residência no bairro Saco Grande. Uma pedra rolou na encosta e caiu sobre a área de serviço.

O telhado e uma parede ficaram danificados. “Acordei com um susto, às 2h30min, e a minha filha já estava batendo na porta. A pedra caiu sobre o tanque, que ficou completamente destruído. Também danificou a minha centrifuga, mas foram apenas danos materiais. Na próxima noite vou dormir na casa da minha filha por precaução”, comentou.

Queda de ponte divide o bairro Ratones

A queda de uma ponte na Estrada Intendente Antônio Damasco, bairro Ratones, dividiu a comunidade. O transporte coletivo não conseguiu realizar o percurso previsto. Com a queda da estrutura, a adutora da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) também se rompeu. Os moradores improvisaram uma escada para conseguir passar pelo riacho.

O morador Luiz João Pedro, 54, ficou assustado diante de tanta destruição. “Resido no bairro há 15 anos e já passei por três enxurradas semelhantes, mas sem dúvida essa foi a maior. O problema é que coincidiram as fortes chuvas com a maré cheia”, lamentou.

Pontilhão cai e deixa família isolada em servidão do Norte da Ilha

Um pontilhão foi arrastado na madrugada de quinta-feira na Servidão Hercílio Augusto da Cunha, bairro Ratones, no Norte da Ilha. A força da água levou tudo que estava pelo caminho. “Escutei um barulho durante a madrugada, mas não tinha ideia do estrago. Duas árvores foram arrancadas e ficaram presas sob o pontilhão. A água desviou pelo lado e derrubou o meu muro. O pior é que o meu marido não conhece tirar o caminhão de casa para trabalhar”, comentou a dona de casa Micheli Fischer, 36.

Do outro lado do córrego, o rio também levou parte do terreno do aposentado Carmo Otávio Silva, 61, e a sapata da casa ficou desprotegida. Apesar do perigo, o aposentado disse que não pretende sair da residência. “Minha casa é de madeira e, por isso, não tem tanto perigo. Pior é a situação da minha irmã, que tem uma filha com paralisia cerebral e não tem como passar pela ponte. Precisamos pelo menos de uma passagem segura para os pedestres”, cobrou.

Família acorda com a casa alagada

Para a dona de casa Eloísa Helena de Carvalho, 48, o acumulado de chuva desde a última terça-feira é o maior dos últimos 35 anos. Moradora de Ratones há 45 anos, na Estrada Intendente Antônio Damasco, a dona de casa acordou na manhã desta quinta-feira com a água dentro de casa.

“Não tive como salvar nada, porque já acordamos, às 5h, com a água em todos os cômodos. A água subiu a altura de um metro e precisei desligar a energia elétrica. Os eletrodomésticos que consegui salvar vou levar para a casa da minha irmã, porque devo passar a noite na residência da amiga da minha filha”, desabafou.

Deinfra faz obra paliativa na SC-401

O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) realizou numa obra emergencial na rodovia SC-401, bairro Saco Grande, no sentido Centro/bairro, quase em frente da ACM (Associação Catarinense de Medicina). Isso porque a galeria de um canal não suportou o volume de água durante a madrugada de quinta-feira.

“Estamos realizando uma obra paliativa, para que as pistas da SC-401 não sejam afetadas. Como a galeria foi fechada pela sujeira e vegetação que desceram pelo córrego, a água subiu a pista e destruiu a base do pavimento, além de retirar a capa do asfalto. O objetivo é refazer uma parte da base para suportar eventuais precipitações na madrugada de sexta”, informou o superintendente regional da Grande Florianópolis do Deinfra, engenheiro Cleo Quaresma.

Estacionamento para 350 veículos fica submerso na SC-401

O estacionamento subterrâneo para 350 veículos do Centro Empresarial Dinamic, na SC-401, onde estão unidades do Fort Atacadista e das lojas Koerich, em Santo Antônio de Lisboa, ficou submerso com a insistente chuva na madrugada de quinta. Segundo o empresário Gilberto Martini, 52, que estava sem dormir há mais de 48 horas, o volume de água foi superior a galeria da rodovia estadual.

“A galeria não suportou a quantidade de água e transbordou para a marginal e como a rodovia forma uma barreira, porque está acima do nível do centro empresarial, a água retornou para o estacionamento. A bomba também não deu conta de retirar o volume de água. A nossa expectativa de retirar tudo até a manhã de sexta e, por sorte, não havia carro no local”, contou o sócio do empreendimento.

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Baleia-jubarte é encontrada morta no litoral do PR

Animal apareceu por volta das 20 horas já em estado de decomposição

Erro no preenchimento dos requisitos viralizou (Foto: Reprodução/Laboratório de Ecologia e Conservação UFPR)

Uma baleia jubarte chegou morta à costa de Praia de Leste, no litoral do Paraná, na noite de quarta-feira (10). De acordo com banhistas, o animal apareceu por volta das 20 horas já em estado de decomposição - o que impede, de acordo com o Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar, de identificar a causa da morte.

O Centro de Estudos do Mar, ligado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), faz análises do animal de aproximadamente 12 metros de comprimento.

A Prefeitura de Pontal do Paraná fará a retirada da baleia ainda nesta quinta-feira (11). O animal será enterrado na areia, mais próximo da restinga.

Presença 

A baleia-jubarte pode ser vista em todos os oceanos além de ser uma espécie migratória, que passa os verões nas águas frias em áreas temperadas e polares, e que se reproduz em climas tropicais ou subtropicais. Os animaischegam a percorrer distâncias de mais de 25 mil quilômetros entre áreas de alimentação e reprodução.

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